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ALERTA: Surto de caxumba traz preocupação a Ponta Grossa

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A 3ª Regional de Saúde de Ponta Grossa está em alerta devido ao crescimento de casos confirmados de caxumba no município. Somente neste ano, já são 55 pessoas infectadas pela doença. Ao todo, nove surtos foram registrados.

O primeiro deles foi em uma universidade pública em maio. Na sequência, situações semelhantes apareceram em empresas da cidade, uma escola particular e na rede pública de ensino. O último surto foi na semana passada – quatorze pessoas contraíram caxumba. O dado se torna ainda mais alarmante quando comparado com 2016 quando o município teve apenas cinco registros e em locais isolados.

“A caxumba não é de notificação compulsória. Por isso, mais de duas pessoas já configura um surto”, explica a chefe da Vigilância Epidemiológica da Regional de Saúde, Cintia Baroni.

A doença viral aguda de evolução benigna é caracterizada por febre e aumento de volume de uma ou mais glândulas salivares e, às vezes, glândulas sublinguais ou submandibulares. Estima-se que, na ausência de imunização, 85% dos adultos poderão ter a doença, quando é mais severa.

Não existe tratamento específico, indicando-se apenas repouso, analgesia e observação cuidadosa, quanto à possibilidade de aparecimento de complicações. A vacinação é a única maneira de evitar o contágio.

Por orientação do Ministério da Saúde, mesmo o adulto que não se vacinou quando criança deve se vacinar (a indicação é até 49 anos de idade) para evitar contrair o vírus e propagá-lo. Nesse grupo, a caxumba apresenta complicações, como a infecção nos testículos e ovários. Porém, a caxumba não é considerada uma doença grave. Na rotina dos serviços de saúde pública, a vacinação contra a caxumba é ofertada para a população a partir de 12 meses.

Medidas simples evitam que o vírus se propague

Altamente contagiosa, a caxumba é causada pelo vírus Paramyxovirus, transmitido por contato direto com gotículas de saliva ou perdigotos de pessoas infectadas. “Por isso, é necessário manter os ambientes sempre bem arejados, e evitar o compartilhamento de utensílios”, reforçou a chefe da Vigilância Epidemiológica da 3ª Regional de Saúde, Cintia Baroni. Costumam ocorrer surtos da doença no inverno e na primavera e as crianças são as mais atingidas. Caso uma pessoa seja afetada, ela não deve comparecer à escola ou ao trabalho durante nove dias após início da doença.

aRede | Daniel Petroski

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