hawai167

Pra onde vai o papel de bala que você joga no lixo?

0
Veja como as indústrias alimentícias do Paraná têm trabalhado na reciclagem de embalagens. Educação ambiental também faz parte do projeto do Inpar

Provavelmente você já se pegou pensando na quantidade de lixo que gera na sua própria casa. Papéis, plásticos e embalagens de todos os tipos são descartados do momento em que você acorda até a hora de dormir. Não há como evitar. Na indústria alimentícia, por exemplo, a embalagem faz parte de um processo importante: garante que o alimento que você leva à mesa esteja seguro, saboroso e livre de contaminações.

A partir do descarte, começa outro desafio: a destinação adequada e o processamento dos resíduos recicláveis. A responsabilidade passa pela população, na separação correta do lixo, mas também é um papel importante exercido pelas indústrias. No Paraná, uma iniciativa do setor tem feito a diferença neste processo. Seis sindicatos do setor alimentício se uniram à Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) para lançar um instituto que tem como foco a reciclagem de embalagens.

Da mesa para a reciclagem

Instituto Paranaense de Reciclagem (Inpar): este deverá ser o destino de boa parte das embalagens que você descarta. Lançado em julho deste ano, tem à frente seis sindicatos de indústrias alimentícias do Paraná: Sincabima, Sindicarne, Sindiavipar, Sinduscafé, Sinditrigo e Sipcep. Embalagens de chocolates, balas, massas, conservas, carnes, aves, cafés, pães, biscoitos e diversos outros alimentos são recicladas. Para garantir a destinação correta deste lixo, o Inpar pretende trabalhar com as cooperativas de catadores de recicláveis e com empresas que fazem a reciclagem. O instituto também planeja promover ações de educação ambiental para envolver toda a comunidade.

“No começo as indústrias chegaram a ser vistas como vilões, como se não estivessem tomando inciativas e sendo proativas. “Mas desde o início estavam, sim, preocupadas e buscando se adequar”.  Edson Campagnolo, presidente da Fiep (Foto: Gelson Bampi) “No começo as indústrias chegaram a ser vistas como vilões, como se não estivessem tomando inciativas e sendo proativas. “Mas desde o início estavam, sim, preocupadas e buscando se adequar”.

“No começo as indústrias chegaram a ser vistas como vilões, como se não estivessem tomando inciativas e sendo proativas. “Mas desde o início estavam, sim, preocupadas e buscando se adequar”. Edson Campagnolo, presidente da Fiep. (Foto: Gelson Bampi)

Além de gerenciar os projetos de logística reversa, o Inpar está sempre em busca de soluções econômicas e seguras para as empresas. As indústrias alimentícias associadas conseguem dar o correto encaminhamento aos produtos e embalagens pós-consumo, bem como desenvolver ações que diminuam a quantidade de resíduos gerados, muitas vezes destinados aos aterros. O trabalho do Inpar também envolve orientações sobre legislação ambiental.

Iniciativa envolve toda a comunidade

Além dos sindicatos e da FIEP, o Instituto Paranaense de Reciclagem contará com a participação ativa de outros setores, como as cooperativas de catadores. Por meio de ações educativas junto a estas organizações, o instituto quer transformar o olhar de toda a comunidade sobre as questões ambientais. Rommel Barion, presidente do Inpar, explica: “vamos promover ações de educação ambiental em toda a cadeia envolvida com os resíduos. Não basta pensar somente em legislação: temos que focar na educação”.

Ou seja: para que a iniciativa do Inpar tenha um impacto cada vez maior na sociedade e no meio ambiente, cada família precisa assumir a responsabilidade sobre o lixo que gera. Separar o lixo comum do reciclável é o passo mais importante. Uma prática diária que ajuda a diminuir o volume de descarte em aterros e fomentar o desenvolvimento de novas tecnologias de reaproveitamento de resíduos.

“Já existe tecnologia disponível que faz a reciclagem de embalagens, gerando um produto composto que pode ser utilizado tanto para combustível quanto para a fabricação de madeira reciclável, por exemplo”, conta Rommel Barion. Processos como este fazem parte do plano de ação do Inpar, que conta com o apoio do Senai na área de tecnologia e pesquisa.

Ao envolver indústrias, cooperativas e comunidade no processo de reciclagem, a expectativa do Inpar é que toda a sociedade saia ganhando. Empresas de micro, médio, pequeno e grande porte têm custos reduzidos e posicionam-se como indústrias ambientalmente corretas. O consumidor tem a garantia de comprar produtos cujas embalagens retornarão à cadeia produtiva. E o meio ambiente agradece.

Por Sistema Fiep

Campartilhe.

Comentários desativados.